quarta-feira, 30 de março de 2011

Quase-amor.

Criamos um abismo, e agora ele se faz presente entre a gente, não te alcanço mais, meu corpo já está bem distante dos seus braços, nossas mãos não se encaixam como antes, e seu abraço não me faz sentir tão segura. Em outros casos eu diria que o nosso quase-amor está acabando, ou já acabou, mas porque é mesmo que só de pensar que não vou ter mais você caminhando ao meu lado calado e com raiva só porque eu disse que o guri que passou do nosso lado tem uma boca bonita, me deixa triste? Porque é mesmo que só de pensar que ficarei sem seus dramas masculinos sobre o quanto você acha que eu não te dou atenção, aperta o meu coração? Mas porque é mesmo que só de pensar que não vou precisar me programar inteira pra me encaixar em um dos seus horários me deixa irritada? Mas porque é mesmo que só de pensar que não vou ter mais mensagens no celular a toda hora, a todo momento me deixa mal? Mas porque é mesmo que só de pensar que ficarei vários dias sem seus cafunés eu já fico triste? Mas porque é mesmo que eu não consigo me imaginar sem você sussurrando em meu ouvindo me chamando de GURIA?
Não sei, não sei, e nem entendo esses "porque's" da vida. Ás vezes eu acho que gosto de você, ás vezes eu tenho certeza, como agora.
Mas porque é mesmo que só de ler uma mensagem sua no meu celular, eu esqueço de todo esse abismo, de toda essa pseudo-distância, de todo esse quase-abraço, e saiu correndo, deixo tudo o que estou fazendo para me agarrar a todo esse resto-de-quase amor, resto esse que transborda e inunda o meu viver, me prendo a tudo isso que me faz ver que talvez agora, mas só agora, eu já não consiga viver sem você.
Se é falta de amor próprio, eu não sei, só sei que quero o seu quase-todo-amor pra viver.

5 comentários:

  1. Ôh gosh! Que perfeição.
    Carlinha... escrevendo cada vez melhor!

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  2. É quase amor, porque não sou eu que sinto, e quem sente me diz que é amor, ou seja se torna um quase-amor.

    Obrigada Dani, de verdade! (:

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  3. Escrevendo cada vez melhor, realmente!
    Lindo texto.

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